Estou descobrindo com o dia a dia o quão é difícil se relacionar. Faz alguns anos que não me envolvia com algum homem pra valer. Geralmente as minhas ficadas estacionavam, não havia uma evolução (quadro do qual, sinceramente, dependendo do rapaz era melhor ali parar), há anos digo a mim mesmo que antes só do que mal acompanhado. Só que no dia 08/04 além do nascimento de Caio, um fato surpreendente aconteceu na trajetória até o hospital.
Conheci um homem de 37 anos no metro, através de olhares trocados e sua iniciativa (o que muito me encantou e agradou). Após perceber tanto interesse ao descer na estação Ana Rosa, percebi que me seguiu, diminui meus passos e aguardei sua aproximação. Irá parecer ousado, vulgar e até muito precipitado, mas, aceitei seu convite e segui ao seu lado até sua casa. Descemos na estação Sacomã, muito se falou, estava interessado em saber quem era aquele alemão com traços fortes e ríspido (não acreditava, sua expressão é de um heterossexual, nem seu jeito ou o seu falar o denunciavam como gay).
Realmente minha intenção não era me entregar de bandeja (não queria um julgamento, como, muitos imaturos fazem das pessoas que de cara, já transam), mas, aconteceu. Estava desconfortável, só que mesmo com toda essa situação, seu olhar e seu jeito foram diferentes, tanto, que estamos juntos até agora. Solteiro ainda é o meu status, combinamos nesse período a possibilidade de nos conhecermos um pouco melhor. Hoje terei uma conversa sobre algumas atitudes das quais não me agradaram durante a minha viagem. Digo o tanto que amadureci, pois, antigamente já teria terminado, algo da qual, nem havia começado.
Mas darei uma chance, até porque, como citei acima, estamos nos conhecendo. Ele falou que não sentia ciúmes tão facilmente (mentira, jamais acredite em um homem quando ele dizer que não é ciumento e, principalmente, se deseja que esse relacionamento dê certo). Antes que pensem algo, não houve traição de sua parte (assim espero), mas sim, uma carência e cobrança surreal. Cheguei até a pensar que estava conversando ao telefone com um rapaz de 18 anos, algumas vezes, ele chegou a beirar o precipício da imaturidade. Suas palavras e sms se tornavam sem sentido até, sua insegurança era notável, coisa da qual, não admitiria alguns anos atrás. Mais tarde veremos o que juntos decidiremos, ao celular falei que algumas atitudes podem e devem ser melhoradas (não quero que ele mude e nem espero isso). Sei que teme um não, ele deixou bem claro, mas, dependendo do desenrolar e das coisas que acertarmos entre nos, poderemos juntos continuar ou cada qual seguir o seu caminho.