segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O trem lotava e me via mais perto daquele sujeito

" - Sinto muito, mas, eu não posso atende-lo!" a resposta foi imediata, nem pensei muito para responder: " - Eu tenho quem me atende, não preciso de você!", um beijo no ombro (típico de um gay, um gesto familiar entre nos) e um sorriso meio sem graça encerrou ali aquele papo que, sinceramente, não sei como surgiu, o bacana é que nada se estremeceu e nem se falou mais nisso em aula. Atenção era toda voltada para as explicações da professora, que graças a Deus, não liberou 20 minutos mais cedo do horário habitual, que é as 22:30.
Esse não foi o marco de hoje, na verdade, não mesmo. O que ocorreu no trem, foi, diga se de passagem bem mais interessante. Um homem todo de social, menor que eu, com cabelos grisalhos (aparentava ter uns 40 anos), mãos grandes e fortes entrou na Vila Olímpia, sentido Osasco, estava de ida para universidade, devia ser umas 17:25. Estranhei seu olhar, ficou me encarando, parecia até nervoso, sem saber explicar, continuei na minha. Estava segurando meu material e a mochila, voltada para frente, assim não atrapalha ninguém. Percebi sua aproximação, não compreendi, principalmente, quando me deparava com a sua visão em minha mãos.
Cada estação que passava, o trem lotava e me via mais perto daquele sujeito. Não era feio, interessante, mas, confuso e meio tremulo. Foi aí que senti suas, seu cinto roçar os meus dedos. Nem é preciso decifrar, ele queria que eu o pegasse, pois, era o que desejou, foi o que teve. Atolei minha mão esquerda, sem apertar e sim massageando seu membro. Era notável sua expressão de prazer e um suspiro de leve escutei. Alguns carinhos apenas fiz, quando me dei por mim, tinha que descer e me despedir com um sorriso, ele me seguiu, mas, não teve coragem de descer. Me avistou subindo as escadas e com um piscar ele agradeceu, antes da porta se fechar!

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